O que vale mais? Apelar para razão ou para emoção do Cliente? - PARTE 2


palestrante motivação

Seu concorrente, a SADIA era campeã absoluta na vendas de aves para festas de final de ano, através de seu delicioso peru de natal. A Perdigão enfrentava um grande desafio: atingir melhores vendas nos finais de ano, alcançando uma melhor fatia de consumo da marca.

Alguém pensou: “Impossível! Para isso acontecer precisaríamos ter uma ave superior ao peru” – “Espere um pouco, talvez isso não seja impossível.” Resolveram criar um “Super Frango” geneticamente modificado, com maior concentração de carne no peito e nas coxas. “Mas espere um pouco. Esse é um período onde as famílias buscam status para suas refeições tradicionais, e o próprio nome ‘peru’ supera o simples ‘frango’, mesmo que divulgássemos um ‘Super Frango’, isso pouco adiantaria, pois frango será sempre frango e o peru por si só já é uma ave nobre.” Iniciava-se a década de 80, em 1978 a ciência genética havia anunciado o nascimento da polêmica Louise Brown, o primeiro bebê de proveta, se a Perdigão publicasse um frango geneticamente modificado, provavelmente assustaria os consumidores. Por isso resolveu anular o título de frango, adotando o nome de CHESTER, que deriva do inglês chest, (peitudo). Era período de grandes desafios para a empresa. O primeiro deles foi registrar uma ave não catalogada pela biologia, não existe a ave chester na biodiversidade natural. Outro desafio consistia em fazer os consumidores comprarem a idéia de substituírem o peru pelo chester. Através de um acordo que registraria o chester como ‘ave nobre’ a Perdigão venceu o desafio burocrático. Mas, para o segundo desafio, iniciava-se uma difícil jornada que durariam cinco anos. Onde as campanhas publicitárias não vinculavam foto ou qualquer outra coisa que denunciasse o chester como sendo frango, e o mais importante de tudo, associaram o produto às questões emocionais atribuídas a reuniões anuais entre as famílias. Resultado? Do ponto de vista técnico, era impossível criar um frango que estivesse à altura de concorrer com um peru. Mas do ponto de vista emocional, estava proposto o reinado da ave que se tornara em um novo símbolo para o natal varejista. Campeão de vendas até os dias atuais, algumas famílias põem a mesa nas ceias de natal, um peru (por questões tradicionais) e dois a três chester’s. A empresa continua progredindo na luta para despertar o fator emocional entre os consumidores em suas campanhas publicitárias (técnica que vem sendo copiada pelos concorrentes). O que comprova minha tese: “A emoção é o foco dos vencedores do novo milênio!” Para despertar o brilho emocional é preciso ser apaixonado pelo trabalho, comprar desafios e acreditar nos resultados. As pessoas que brilham são apaixonadas pelo que fazem! Um grande abraço, muito sucesso e até o nosso próximo encontro! Fique com Deus!

Jociandre Barbosa

Palestrante motivacional

www.jociandre.com.br


Como citar este artigo em trabalhos acadêmicos:


SOUSA, Jociandre Barbosa de. O que vale mais, apelar para razão ou para a emoção do cliente?. Portal Motivando Talentos para o Sucesso 2013. Disponível em: <http://www.jociandre.com.br>. Acesso em (data do acesso) 00/00/2013.